Boletim

Chuvas intensas mobilizaram equipes do Governo de São Paulo entre a noite de 24 de outubro de 2026 e o dia 25. Segundo a Defesa Civil do Estado, ao menos 24 municípios registraram ocorrências.

O monitoramento estadual apontou maior impacto nas regiões central, de Campinas, de Sorocaba e na faixa leste paulista. A Defesa Civil manteve alerta laranja para todo o estado em razão da previsão de temporais.

Moradores de diferentes regiões foram afetados por alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos. Em Jundiaí, duas mulheres morreram após serem arrastadas pela correnteza ao tentarem atravessar um córrego no bairro Casa Branca.

chuvas intensas em São Paulo

O balanço reúne ações de resposta dos órgãos estaduais e municipais, além de informações sobre ocorrências, rodovias e transporte. O Corpo de Bombeiros, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e operadores ferroviários também monitoraram os impactos das chuvas.

Volumes de chuva, alertas e resposta estadual

O monitoramento da Defesa Civil do Estado de São Paulo registrou os maiores acumulados em Jaú, com 120 milímetros, seguido por Itapetininga, com 110 mm, Rio Claro, com 96 mm, e Amparo, com 90 mm. Esses volumes foram contabilizados durante o episódio de chuva que atingiu diferentes áreas paulistas.

O boletim estadual informa a emissão de 32 alertas para municípios de Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba, litoral paulista, região de Registro e interior. A discriminação apresentada registra 29 avisos por SMS e dois por Cell Broadcast, números cuja soma não corresponde ao total de 32 informado.

As mensagens alertaram para chuva, raios e rajadas de vento e incluíram orientações para buscar abrigo e redobrar os cuidados. A previsão de temporais, com atenção especial à faixa leste, levou a Defesa Civil a manter o alerta laranja mencionado no boletim para o território paulista.

O Gabinete Especial da Operação El Niño foi mobilizado presencialmente no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) para acompanhar as condições meteorológicas, avaliar possíveis impactos e articular ações de preparação e resposta. Já a SP Águas monitorava 32 pontos de rios: três estavam em estado de alerta, em Taboão da Serra, Mauá e Diadema; seis, em atenção; e 23, em condição normal.

Ocorrências em municípios paulistas

Em Caieiras, alagamentos atingiram vias urbanas e a Rodovia Tancredo de Almeida Neves (SP-332), interditada na altura do km 35; também foram registrados deslizamentos em áreas com imóveis desocupados. Franco da Rocha teve afundamento de uma via e alagamentos em sete pontos, enquanto Francisco Morato registrou o deslizamento de um barranco em uma obra no Jardim Vassouras, sem moradores no local. Segundo o balanço, não houve vítimas, desalojados ou desabrigados nessas três cidades.

Araras contabilizou alagamentos em cinco vias e a queda de uma árvore de pequeno porte; em Itupeva, o rio Jundiaí transbordou em alguns pontos e houve quedas de árvores. Em Sumaré, foram relatados alagamentos nos bairros Vila Diva, Jardim Primavera, Jardim Dulce, Parque Jatobá e Jardim Basilicata, sem informação de imóveis atingidos. Monte Mor registrou transbordamentos dos rios Capivari e dos córregos Água Choca e Água Cumprida, além do alagamento de uma residência após a queda de um muro.

Em Cajamar, a chuva alagou cinco residências e vias públicas; no distrito de Polvilho, abriu-se uma cratera na Rua Padre Manoel Crispim, junto a um vazamento em adutora, e houve alagamentos em duas vielas e na Rua Rita José da Silva. Botucatu teve 11 ocorrências de árvores caídas, dez chamados por destelhamentos parciais, danos à rede elétrica, alagamentos temporários e transbordamento do Córrego Água Fria. Em Cabreúva, foram alagadas uma residência na Rua Jordânia e a marginal central, onde o nível do córrego subiu; três árvores também caíram na Estrada do Cruzeirinho.



Outras ocorrências incluíram deslizamentos perto de residências em Apiaí, que levaram à interdição preventiva de dois imóveis, e alagamentos em Borebi, onde seis pessoas se abrigaram com familiares. Em Itapetininga, o transbordamento do Ribeirão dos Cavalos atingiu casas e vias da Vila Santa Isabel, e duas pessoas foram acolhidas em abrigo municipal provisório. Timburi teve duas edificações alagadas após a queda de um muro, e quatro moradores foram encaminhados a familiares; em Guaimbê, houve dois destelhamentos parciais e cinco ocorrências com árvores ou fiação. São Carlos registrou quedas de árvores e interrupção de energia em alguns bairros, enquanto Itatiba fechou preventivamente a barragem do Ribeirão Jacaré. Na capital, houve desabamentos de muro no Sacomã e de muro e laje em Perus; Santana de Parnaíba orientou a saída de moradores próximos a uma obra, e Carapicuíba isolou preventivamente uma residência após o solo ceder e uma estrutura de obra próxima ser comprometida.

Interdições e monitoramento nas rodovias

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) apontou três interdições totais: na Rodovia Presidente Tancredo Neves (SP-332), no km 35,5, em Caieiras, por alagamento; na Rodovia Vicente de Palma (SP-129), no km 25,5, em Tatuí, por queda de árvore; e na Rodovia Constante Peruchi (SP-316), no km 172, em Santa Gertrudes, também por alagamento. O boletim informou que não havia opções de desvio nesses trechos.

Outros sete segmentos operavam em sistema pare e siga. Na Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), os pontos ficavam nos kms 37 e 41,7, em São Luís do Paraitinga; também havia interdições na SPA 258/300, km 1, sentido leste, em Botucatu, e na Monteiro Lobato (SP-050), km 147,4. A relação do DER incluía ainda a Rodovia Francisco Viana (SP-303), km 23; a Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250), km 347,6; a José Bassil Dower (SP-303), km 35,9; e a Antônio Nicolau Ferreira (SPA-030/287), km 17,1.

A Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) acompanhou as rodovias concedidas. Por causa do volume de chuva, a Serra de Santa Maria, na SP-304, entre os kms 227 e 240, foi interditada às 3h22 de 25 de outubro, como medida preventiva prevista no Plano de Contingência; a concessionária Eixo SP continuava monitorando o trecho.

Em Cajamar, alagamentos nos kms 42+600, sentido sul, e 36, sentido norte, da Rodovia Anhanguera (SP-330), foram liberados para o tráfego. Na SP-342, em Mogi Guaçu, uma área extensa alagou no km 172, sentido leste; as faixas foram liberadas às 7h33. Já a SP-255, no km 357, em Itaporanga, e a SP-281, no km 55, foram bloqueadas após a elevação do nível do Rio Vermelho; para a interdição na SP-255, a rota indicada passava por Itararé.

Impactos no transporte sobre trilhos

A circulação da Linha 7-Rubi ficou interrompida entre Botujuru e Campo Limpo Paulista, em 25 de outubro, por causa de um ponto de alagamento. A interrupção ocorreu entre 5h09 e 9h22, segundo a concessionária TIC Trens.

Durante a suspensão do serviço, a TIC Trens acionou o sistema PAESE e mobilizou equipes de manutenção para trabalhar na liberação da via. O boletim relacionou a interrupção às fortes chuvas que atingiram a região.

A Linha 9-Esmeralda operava normalmente na atualização divulgada, mas havia funcionado temporariamente em via única entre Santo Amaro e João Dias. A ViaMobilidade atribuiu essa alteração ao excesso de água em uma das vias.



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